quarta-feira, 4 de maio de 2016

Pelo caminho da bancada

Michel Temer já presidiu a Câmara Federal por três vezes, conhece bem o parlamento e entende que, por vezes, como ocorreu com a presidente Dilma, por exemplo, não adianta negociar com a legenda e não contar com a bancada correspondente ao seu lado. Ontem, o PSB definiu que só, no dia 10, véspera da votação do relatório na comissão do impeachment no Senado, a sigla resolverá se ocupa ou não cargos em eventual gestão Temer. Até lá, há tempo para algum convite ser formalizado a um membro da sigla. Por ora, o nome ventilado é o do deputado federal Fernando Filho. Na condição de líder da bancada, o socialista goza de, no mínimo, alguma confiança dos correligionários na Câmara. E Temer parece buscar o diálogo com quem tem voto no parlamento.
Enquanto o PSB, dividido, preferiu ganhar tempo a fechar questão logo, nas hostes do PP, já nem se fala mais em Ministério da Integração Nacional, por considerarem que o mesmo, antes cobiçado por progressistas, já estaria hipotecado a Fernando Filho. Na terça, há outra reunião da executiva nacional do PSB, em Brasília, assim como ocorreu na véspera da votação do relatório na comissão da Câmara Federal. Na ocasião, a bancada a opinião da bancada prevaleceu.
Paulo Câmara e Geraldo Julio buscavam, ontem, em Brasília, alinhamento da bancada com a executiva nacional. Não fechou-se questão
Via Geddel
À exceção do que fez com José Serra e Henrique Meirelles, Michel Temer não anda distribuindo convites diretamente. De Pernambuco, por exemplo, sondagens a Augusto Coutinho e Mendonça Filho deram-se, via Geddel Vieira Lima, cotado para a Secretaria de Governo. Geddel também chegou a entrar em contato com Jarbas Vasconcelos, com quem ficou de ir à mesa, mas ainda não conversaram.
 
Currículo > Ainda que uma pasta da dimensão de Saúde, dos maiores orçamentos da Esplanada, venha sendo cogitada para o PP, um socialista, em reserva, observa: “Raul Cutait (médico do Sírio Libanês) é um nome positivo. O PP foi buscar um cara para, talvez, até perder um pouco dessa marca…”
Tudo certo > Cutait também não foi à mesa com Michel Temer. Mas já conhece o vice e teria aceitado. O médico estava em viagem com a família. O PP também aguarda comandar Agricultura.
Mal começou > Quem passou pelo Palácio do Jaburu, ontem, saiu comentando que as articulações de Temer para formar ministério podem acabar sendo zeradas para começar tudo de novo.
 
Impasse > “(Gilberto) Kassab não aceita perder cidades”, registra um parlamentar, referindo-se ao conflito que está havendo na divisão das pastas por Temer. O referido ministério fora hipotecado ao deputado Bruno Araújo.
 
Cafezinho > O prefeito Geraldo Julio, que circulava por Brasília, ontem, aproveitou e foi até o gabinete do deputado Jarbas Vasconcelos. Fez visita de cortesia. Geraldo esteve, na capital federal, para reunião da executiva nacional do PSB com a bancada, assim como Paulo Câmara.
Memória > Paulo e Geraldo não concordam com ocupação de cargos em eventual gestão Temer, mas não conseguiram consenso na sigla. Detalhe: Eduardo Campos, enquanto pré-candidato à presidência, prometia colocar “na oposição, o fisiologismo e o patrimonialismo da política brasileira”.
Fonte :Por Renata Bezerra de Melo.
Da Coluna Folha Política.

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