sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Duelo entre Raquel e João mobiliza forças do estado


 A eleição de 2026 deve resolver nas urnas um embate que já mobiliza as forças políticas do estado. De um lado, a governadora Raquel Lyra (PSD) deverá disputar a reeleição após quatro anos à frente da gestão estadual. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), deverá ser a aposta da Frente Popular para tentar reconquistar o comando do estado para o PSB, que governou Pernambuco por 16 anos consecutivos, de 2007 até 2023.



Ritmo


Na busca por pavimentar o caminho para a reeleição, Raquel Lyra reformulou a forma como se apresenta nas redes sociais e tem intensificado as entregas. Promessas de campanha começaram a sair do papel, como a do Arco Metropolitano, a nomeação de novos policiais, a concessão de serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), entre outras. No campo político, a gestora também intensificou as articulações. Após ingressar no PSD e assumir a presidência estadual do partido, ela filiou mais de 75 prefeitos na sigla e tem reforçado as bases para as eleições de 2026.


“É sempre prudente não subestimar quem tem a caneta na mão. A governadora Raquel Lyra tem os elementos para melhorar a sua avaliação e se tornar ainda mais competitiva. Até porque ninguém perde, ninguém ganha eleição com dez meses de antecedência. Não temos nem a largada ainda. E, antes da largada, a governadora já mostra que pode adquirir musculatura e colocar a eleição para o governo de Pernambuco em patamares de uma disputa bastante acirrada”, explica o cientista político Isaac Luna.

Ascensão


Já João Campos tem uma popularidade consolidada nas redes sociais e também é visto como uma estrela jovem da esquerda nacional, principalmente por ter assumido a presidência do PSB em junho de 2025. Além disso, ele intensifica o ritmo de entregas previstas para 2026 como a triplicação das vagas em creches da cidade (prevista para fevereiro deste ano), a reforma da orla da praia de Boa Viagem e o Hospital da Criança.


A cientista política Priscila Lapa alerta que o aumento da visibilidade também intensifica as cobranças ao gestor.


“Ao mesmo tempo que você amplia a visibilidade daquilo que é feito, e tudo fica muito mais potencializado para capitalizar eleitoralmente essas entregas, por outro lado você também tem uma acentuação de cobranças por parte da oposição”, pontuou Priscila.

A disputa deve passar ainda pelo cenário nacional, em que os dois líderes políticos mantêm uma boa relação institucional com o presidente Lula (PT), provável candidato à reeleição.



Fonte : Blog da Folha de PE.

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